lição 6. AS REPRESENTAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO. Conectar+ 3/ tri 2022

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A palestina nos tempos de Cristo

As pessoas na época de Jesus e dos apóstolos viviam de forma muito diferente de nós. Moradias, comida, roupas, relações familiares, etc, nada disso era similar ao que temos hoje. As coisas mudaram muito.

Os(as) historiadores(as) conseguiram compor um quadro bastante preciso de como era a vida no tempo de Jesus, na Palestina, com base nos relatos do Novo Testamento, nos estudos de documentos históricos e nas descobertas arqueológicas. E isso é de grande utilidade para quem estuda a Bíblia.

Faço a seguir um breve relato de como essa vida era no dia-a-dia. O quadro que emerge não é nada bonito: as pessoas eram muito pobres e tinham vida muito difícil, para os padrões atuais.

Pirâmide Socal em Israel

As pessoas viviam muito pouco – a expectativa de vida era de apenas quarenta anos -, não tinham qualquer conforto, passavam dificuldades de toda sorte. Mal tinham o suficiente para matar a fome. Na realidade, as pessoas pobres hoje em dia tem padrão de vida melhor do que as pessoas de uma forma geral no tempo de Jesus. Vejamos alguns detalhes:

Forma de moradia

As pessoas viviam em casas feitas de tijolos, fabricados com barro e palha, secos ao sol. Esse material era muito parecido com o que os israelitas faziam para os egípcios durante seu período de escravidão, cerca de 1.500 anos antes de Jesus.

O piso dessas casas era normalmente de terra batida – apenas em residências mais ricas, o piso era de pedras. 

Os telhados eram planos e feitos de vigas de madeira entrelaçadas com ramos de árvores, com os espaços vedados por argila seca. Naturalmente, quando chovia, a água amolecia e removia parte dessa argila e apareciam goteiras… 

O pé-direito das casas era pouco maior do que dois metros, bem menos do que os padrões atuais, comprovando que as pessoas eram baixas – isso faz sentido, considerando os padrões nutrição deficientes daquela época.

O telhado também servia como local para dormir nos dias mais quentes do ano. Por isso costumava ter um parapeito de madeira para impedir que as pessoas caíssem. Um lance de escadas externo levava do térreo até o telhado.

As casas eram pequenas, abafadas e escuras, porque quase não haviam janelas, por motivo de segurança. A iluminação era ruim, tanto pela falta de luz natural, como também porque a luz artificial, vinda de lâmpadas de óleo, era precária.

As moradias não tinham água corrente e nem esgoto e, portanto, eram sujas para nossos padrões atuais. A água era conseguida em poços comunitários, sendo colhida e transportada em jarros de barro, tarefa muito cansativa.

A moradia de uma família mais simples, como a de Jesus e da maioria dos seus discípulos, costumava ser formada por um único cômodo, sendo uma parte elevada, onde eram colocadas esteiras de dormir, arcas para roupas e utensílios de cozinha. À noite, os animais normalmente ocupavam a parte mais baixa do cômodo, para ficarem protegidos. Quando os animais não estavam ali, as crianças usavam o espaço livre para brincar.

As camas eram feitas de esteiras colocadas diretamente sobre o piso, cobertas por mantas – somente pessoas mais ricas tinham camas. Não haviam mesas e nem cadeiras – a mobília era muito escassa. 

Comida


Os judeus costumavam comer duas refeições por dia: uma por volta do meio dia e outra no começo da noite. Sua dieta consistia de pão (aquele tipo que hoje chamamos de “árabe”), leite e queijo de cabra, vegetais e frutas. Em locais próximo do mar ou lagos, contavam também com peixes. Carne (cabrito ou carneiro), assada ou cozida, e vinho, diluído em água, somente eram consumidos em dias especiais.

As pessoas comiam reclinadas (nas ocasiões mais formais), acocoradas ou sentadas no chão. 

Vestuário


Os homens usavam túnicas, que iam até os joelhos. Um cinto era usado na altura da cintura, onde eram penduradas facas, ferramentas, etc. No inverno, usavam um manto ou capa pesada para se abrigar melhor. As roupas eram normalmente brancas.

As mulheres usavam uma túnica curta, como roupa de baixo, e sobre ela, uma túnica colorida, que ia até os pés. Os adornos eram fitas coloridas e miçangas – as joias eram raras. Mantos eram usados para abrigar melhor no inverno.

Vida em família


Grupos familiares grandes, formados por várias gerações de pessoas, eram comuns. A família era a base da sociedade e as relações de parentesco tinham grande importância.

O nascimento de um bebê do sexo masculino era motivo de grande alegria, mas bebês do sexo feminino eram motivo de desapontamento. No oitavo dia de vida, o garoto era circuncidado e recebia um nome, enquanto a menina podia ficar até um mês sem nome.

As famílias não tinham sobrenome para diferenciá-las. Por causa disso, as pessoas de mesmo nome eram distinguidas mediante o uso do nome do pai e até do avô – por exemplo, há uma passagem na Bíblia que Jesus se refere a Pedro como “Simão Barjonas”, que quer dizer “Simão” (seu nome) “filho” (bar) de “Jonas” (nome do seu pai). Também podia ser feita referencia à convicção política da pessoa (p. ex. “Simão, o Zelote”), à sua profissão (p. ex. “José, o carpinteiro”) ou ao local de onde a pessoa vinha (p. ex “José de Arimateia” ou “Maria de Magdala ou Madalena”).

Casamentos eram ocasiões festivas, que geravam comemorações de mais de um dia. As pessoas vestiam suas melhores roupas, a comida incluía os melhores pratos, havia música e dança. As pessoas se casavam muito cedo, assim que amadureciam sexualmente e podiam gerar filhos(as), já que a vida era curta.

As mortes eram frequentes e os enterros eram caracterizados por atos exteriores de sofrimento, como rasgar as próprias roupas, jejuar e cobrir-se de cinzas. Também eram usadas carpideiras, profissionais contratadas para chorar.

Conclusão


A dificuldade da vida nos tempos de Jesus deve fazer apreciar ainda mais o que aquelas pessoas conseguiram fazer, contando com tão poucos recursos e tendo que superar tantas dificuldades. Seu exemplo de vida é uma grande lição para nós.

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Lição 1 Conhecendo o Espirito Santo conectar+ 3° tri 2022 (Slide)

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Maria de Nazaré, a mulher que incendiou o nordeste com a chama do poder de Deus

A FUNDADORA DA ASSEMBLEIA DE DEUS NO CEARÁ | Conforme já visto, inicialmente o fogo do Pentecostes alcançou a irmã Celina Albuquerque dia 2 de junho de 1911. No mesmo dia a irmã Maria de Nazaré, que foi o segundo membro da igreja Batista de Belém do Pará, também foi batizada com o Espírito Santo. Esse fato motivou o desligamento de 19 irmãos da igreja batista, onde congregavam. Em virtude disso o irmão Henrique de Albuquerque e sua esposa Celina Albuquerque ofereceram a sala de sua casa, na Rua Siqueira Mendes, 67, bairro Cidade Velha, para que aqueles amados irmãos se reunissem. Nascia então a igreja Missão da Fé Apostólica no dia 18 de junho de 1911.

Irmã Maria de Nazaré

A mulher nordestina é por natureza forte e corajosa, e foi com este espírito que Maria de Jesus Nazaré Araújo, em junho de 1914, encorajada pela graça de Deus embarcou sozinha em um navio rumo ao seu torrão natal, à cidade de São Francisco de Uruburetama, atual Itapajé, no Estado do Ceará.

Ao chegar à cidade de Fortaleza, a pioneira cearense precisou viajar três dias montada em um animal de carga até a residência dos seus familiares no Sítio Paudólio, no município de Itapajé.

O contato inicial da irmã Maria de Nazaré com os seus parentes não foi como desejado. Em razão da sua fé, sofreu hostilidades, a ponto de ser rudemente maltratada, ter sua Bíblia jogada no chão e ser expulsa.

Sem destino, a pioneira ouviu que alguém sussurrou:

“ – Vá para o Sítio Santana. É lá que moram os protestantes”.

No Sítio Santana, Deus cumpriu integralmente tudo que havia falado ao coração da sua serva Nazaré. Raimundo de Salles Gomes e seu genro Vicente de Salles Bastos, que dirigiam uma congregação Presbiteriana Independente, acolheram a missionária e ainda creram na mensagem do batismo com o Espírito Santo, tornando-se pentecostais.

Em seguida, Maria de Nazaré e alguns irmãos desceram à Fazenda Lagoinha, um percurso de 21 quilômetros, e encontraram Cordulino Teixeira Bastos e Luiz Gonzaga Bastos, que dirigiam a segunda congregação Presbiteriana Independente. Eles também aceitaram à mensagem pentecostal.

Do centro da vila (atual Itapajé) a irmã Nazaré enviou um telegrama à igreja em Belém, relatando as boas novas do Evangelho ocorridas em sua terra natal. Empolgado com as notícias recebidas, Gunnar Vingren enviou o Pastor Adriano Nobre – Cearense, nascido na cidade de Pacatuba – para estabelecer os fundamentos do Movimento Pentecostal em solo cearense, ato que ele realizou com um culto no dia 20 de julho de 1914 na Fazenda Lagoinha. Esta data, desde então, foi oficializada como a data de fundação das Assembleias de Deus no Estado do Ceará. Este memorável culto foi marcado por muitas conversões ao Evangelho e pela manifestação do poder pentecostal.

A vida de Adriano Nobre como primeiro pastor da Assembleia de Deus no Ceará não foi fácil. Perseguido e preso na cadeia pública por dois dias foi escoltado, a mando do intendente Josué Teixeira Bastos, até o porto de Fortaleza e proibido de retornar a Itapajé para que a sua vida fosse preservada.

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