Quem foi o Rei Zedequias

O rei Zedequias foi o último rei de Judá entre 597 e 586 a.C. Zedequias era filho do rei Josias, e foi o terceiro entre seus irmãos a sentar-se no trono. Antes dele, seus irmãos mais velhos Jeoazaz e Jeoaquim já tinham governado Judá.

Entre o reinado de Jeoaquim (609 – 598 a.C.) e de Zedequias, seu sobrinho, Joaquim, reinou em Judá por três meses, antes de ser deposto e levado juntamente com os membros de sua casa e seus oficias para a Babilônia.

Após depor Joaquim, o rei Nabucodonosor estabeleceu Matanias como rei em Judá, e lhe mudou o nome de Matanias, que significa “dom de Javé”, para Zedequias, que significa “justiça de Javé” (2Rs 24:17). Como os homens mais valorosos de Jerusalém tinham sido levados para o cativeiro babilônico, o rei Zedequias tornou-se rei do remanescente que ficou.

SEU REINADO

Os relatos sobre os onze anos de reinado de Zedequias estão registrados em 2 Reis 24:18-25:26; 2 Crônicas 36 e em várias passagens do livro de Jeremias, como nos capítulos 29, 34 e 52.

Logo que começou a reinar, Zedequias parecia estar disposto a obedecer a Lei e seguir os conselhos do profeta Jeremias, especialmente sobre as políticas estrangeiras, tanto que ele enviou um tipo de comitiva diplomática à Babilônia para instruir os judeus que lá estavam a viverem de uma forma harmoniosa (Jr 29).

Apesar de aparentemente o reino herdado por Zedequias parecer tranquilo, a situação era bem difícil de controlar. Com o tempo, a corte de Zedequias se revelou ser um centro de conspirações contra a Babilônia.

Além disso, no quarto ano de seu reinado, o rei Zedequias recebeu em Jerusalém a visita de representantes de Edom, Moabe, Amom, Tiro e Sidom para propor uma conspiração conjunta contra Nabucodonosor.

Na ocasião, o profeta Jeremias se opôs veementemente a esse plano, e exortou que Deus era quem havia entregado as nações a Nabucodonosor, e qualquer um que tentasse se rebelar a esse domínio pereceria. O profeta utilizou até um jugo de madeira sobre seus ombros para dramatizar sua mensagem.

Nesse cenário o rei Zedequias compareceu à Babilônia, talvez intimado por Nabucodonosor, mas ao que parece ele conseguiu desviar as suspeitas sobre a conspiração (Jr 51:59).

Finalmente, entre o sétimo e oitavo ano de seu reinado, o rei Zedequias se aliou ao Egito, e essa aliança foi entendida como completamente desleal por Nabucodonosor, e o resultado foi a invasão da Palestina e o cerco de Jerusalém (Jr 34; 37; Ez 17).

Enquanto Jerusalém estava cercada, Jeremias foi muito claro ao dizer que a única possibilidade seria a rendição aos babilônios, pois Jerusalém deveria cair sob o domínio do rei Nabucodonosor.

Apesar dos babilônios terem tido alguma dificuldade durante um tempo por conta das ameaças dos egípcios sob o comando do Faraó Hofra que possivelmente pretendia ajudar a cidade sitiada, Nabucodonosor não desistiu do cerco de Jerusalém.

A cidade que era bem fortificada conseguiu resistir por aproximadamente um ano e meio. Durante esse período a população sofreu com a grande fome que se instalou e as pestes que surgiram devido à situação precária do momento.

A MORTE DE ZEDEQUIAS

Finalmente os babilônicos conseguiram abrir uma passagem no muro, e a cidade foi tomada. O rei Zedequias, percebendo que tudo estava perdido, tentou fugir para salvar sua própria vida, porém foi capturado pelos inimigos e conduzido até a presença de Nabucodonosor em Ribla.

O rei Zedequias foi sentenciado a ver seus filhos morrerem em sua frente, e depois teve seus olhos arrancados e foi levado acorrentado à Babilônia, onde permaneceu preso até sua morte.

Com isso, se cumpriram na íntegra as profecias sobre o último rei de Judá registradas em Jeremias 34 e Ezequiel 12.

Fonte: https://estiloadoracao.com/quem-foi-o-rei-zedequias-na-biblia/

A mensagem do profeta Ezequiel

Então ele me disse: “Profetize a estes ossos e diga-lhes: Ossos secos, ouçam a palavra do Senhor! Assim diz o Soberano, o Senhor, a estes ossos: Farei um espírito entrar em vocês, e vocês terão vida. Porei tendões em vocês e farei aparecer carne sobre vocês e os cobrirei com pele; porei um espírito em vocês, e vocês terão vida. Então vocês saberão que eu sou o Senhor.”

– Ezequiel 37:4-6

Ezequiel era um profeta judeu que morava na Babilônia. Certo dia, ele teve uma visão em que Deus o levou a um vale cheio de ossos muito secos. Então Deus lhe perguntou se era possível aqueles ossos voltarem à vida. Ezequiel não sabia a resposta, mas Deus ordenou que ele profetizasse vida sobre os ossos.

Obediente, Ezequiel profetizou sobre os ossos e uma coisa incrível aconteceu. Os ossos se juntaram e os músculos, os tendões e a pele voltaram a aparecer sobre eles! Já não eram só um monte de ossos. Eram corpos humanos, inteiros e restaurados.

Só havia um problema: não estavam vivos. Então Deus mandou Ezequiel profetizar outra vez sobre eles. Ezequiel obedeceu e os corpos receberam espírito e ficaram vivos. Agora à sua frente estava um grande exército de pé! O impossível tinha acontecido. O milagre estava completo.

Os ossos secos – a nação de Israel

Deus explicou a Ezequiel que os ossos secos representavam a nação de Israel. Depois de muitos anos de desobediência, Deus tinha castigado os israelitas, entregando-os nas mãos de seus inimigos. A cidade de Jerusalém tinha sido arrasada, o templo estava em ruínas e o povo tinha sido deportado para a Babilônia.

Tudo isso era fruto do pecado. O povo de Israel tinha abandonado a Deus para seguir falsos deuses e tinha se dedicado a praticar coisas que eram erradas. Como não se arrependeram, nem mudado de vida, receberam o castigo que mereciam. Agora, diante da devastação, eles reconheceram seus erros, mas perderam a esperança. A escravidão era sua nova realidade e eles se sentiam mortos, como ossos secos. Era o fim.

O grande propósito da mensagem profética do profeta Ezequiel era incentivar os judeus exilados a permanecerem fiéis a Deus, confiando que Ele iria cumprir a sua promessa de restauração. Deus haveria de conduzir a nação novamente à sua terra de origem. Ele traria novamente os tempos de glória para o Templo e para Jerusalém. Isso aconteceria após o fim do julgamento divino sobre os judeus. Esse julgamento era evidenciado pelas provações e destruições advindas pela ocasião do cativeiro.

O profeta Ezequiel anunciou o julgamento sobre Jerusalém (Ezequiel 1-24). Ele também anunciou o julgamento divino sobre as nações estrangeiras (Ezequiel 25-32). Também profetizou, após a destruição da cidade, a restauração e a misericórdia para o futuro. As profecias de Ezequiel sobre a restauração da casa de Davi são cumpridas plenamente apenas em Cristo (Ezequiel 37:24).

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A chamada do profeta Ezequiel

A chamada do profeta Ezequiel para exercer o ministério profético é uma das mais espetaculares registradas nas Escrituras. Esse chamamento é descrito em detalhes nos capítulos 1, 2 e 3 de seu livro. Nessa ocasião o profeta teve uma visão da glória divina.

Ezequiel, era um sacerdote que foi chamado para profetizar durante o Exílio do povo judeu na Babilônia, tendo exercido sua atividade entre os anos 593 a 571 AC. Diz-se que fundou uma escola de profetas e que ensinava a Lei à beira do Rio Quebar que corta a cidade de Babilônia.

Ezequiel foi deportado para Babilônia na segunda leva, em 597 a.C. quando foram levados 10.000 cativos, ele tinha cerca de 25 anos, era de família sacerdotal e estava se preparando para o trabalho sacerdotal no templo. Aos 30 anos, Ezequiel recebeu sua chamada profética da parte de Deus e a partir daí ministrou fielmente durante 22 anos.

Na época de Ezequiel, Jeremias estava profetizando em Jerusalém, Daniel na corte da Babilônia e Ezequiel  era profeta para os exilados judeus em Babilônia. Ele era tanto profeta como também sacerdote.

Ele era casado, mas sua esposa morreu no dia em Nabucodosonor começou seu cerco final contra Jerusalém, a data e maneira da sua morte, são desconhecidas.

Série Introdução e comentário – Ezequiel Capa comum –

Os quatros seres viventes, querubins, vistos pelo profeta Ezequiel na ocasião de sua convocação, também lembram o chamamento de Isaías, onde ele viu os serafins que ministravam diante de Deus (Isaías 6:2). Além disso, existe uma semelhança muito grande com a visão do trono de Deus  que o apóstolo João teve (Apocalipse 4:16).

Quando o profeta Ezequiel caiu com o rosto na terra diante da visão tão gloriosa que teve, ele escutou as conhecidas palavras: “Filho do homem, põe-te em pé e falarei contigo” (Ezequiel 2:1). Nesse momento ele foi capacitado pelo Espírito a tornar-se um canal da revelação divina e proclamar a Palavra de Deus ao povo.

O profeta Ezequiel frequentemente é chamado por Deus pela expressão “filho do homem”. Nesse contexto essa expressão significa basicamente “ser humano”, e enfatiza a insignificância humana diante do poder e da majestade de Deus.

Continuar lendo “A chamada do profeta Ezequiel”

O ministério do profeta Ezequiel

O nome Ezequiel significa “Deus fortalece” ou “Deus torna forte”, do hebraico Yeheze’l.

Após ter sido levado cativo, o profeta Ezequiel se estabeleceu junto ao rio Quebar, na vila de Tel-Abibe, perto de Nipur, na Babilônia (Ezequiel 1:1; 3:15). Após cinco anos vivendo no Exílio, ele recebeu sua chamada profética. O profeta vivia em sua própria casa, onde os anciãos vinham consultá-lo (Ezequiel 3:24; 8:1; 14:1; 20:1; cf. Jeremias 29:1-7).

É bem possível que o profeta Ezequiel começou seu ministério profético com a idade de 30 anos. Caso isso esteja correto, então ele tinha entre 25 e 26 anos quando foi deportado para a Babilônia.

Em seu livro, o profeta se mostra bastante familiarizado com os preceitos da religião judaica e com o Templo de Salomão. Mas não há qualquer evidência de que ele tenha desempenhado alguma função sacerdotal em Jerusalém antes de ser levado a Babilônia.

Na verdade, geralmente os sacerdotes começavam a exercer suas funções no Templo com a idade de 30 anos. Conforme já foi dito, o profeta Ezequiel foi exilado antes de alcançar essa idade.

Portanto, quando Ezequiel completou 30 anos ele estava vivendo a mais de mil quilômetros de distância de sua terra natal. Mas no ano em que ele deveria começar seus serviços como sacerdote, Deus o chamou soberanamente para se tornar um dos grandes profetas do Antigo Testamento. Durante o período em que ele profetizou, o Templo estava em ruínas.

No próximo post veremos o chamado do profeta Ezequiel e a sua missão

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