Desconstruindo para construir o novo.

Foto por Tina Nord em Pexels.com

É preciso o “querer” para desconstruir, quanto para reconstruir uma nova essência. Todos enfrentam padrões contrários que não estão de acordo com a forma de vida que se espera viver. Esses padrões impregnam a mente porque é necessário viver em uma sociedade adaptativa, e a pergunta é “o que fazer?” Fugir da sociedade? Viver na falsidade? Fingir a não participação? A resposta é NÃO.

            O sistema da sociedade atual é hipnótico para mente com mensagens subliminares com interesses particulares, toda vez que desconstrói algo que desconsidere como interessante, automaticamente sua mente busca outro interesse social que fará uma aparente felicidade, e terá que buscar uma forma de atender aquela necessidade. Há uma quantidade diária de apresentações visuais que são oferecidas e a mente não consegue desconstruir porque a oferta é maior.

            Para se ter uma desconstrução automática das ofertas apresentadas contrário as suas necessidades é preciso de autoconhecimento de seus verdadeiros desejos e seus objetivos, porque os atuais “manipuladores mentais” são treinados para que o aparelho cerebral associe a necessidade do sucesso, dinheiro e bens materiais, quando a realidade o espiritual é mais importante que os bens materiais.

            A história nos ensina que o sucesso e a felicidade não estão ligados a dinheiro e/ou bens materiais, por exemplo: Jesus Cristo, Mohandas Gandhi, Madre Tereza, entre outros. Então, o meu “querer” tem que estar vinculado ao SER e não ao TER; com a desconstrução do TER e a construção da essência do SER, este é o SEGREDO do sucesso. O coração (alma) tem que ter muito mais a essência do amor, do que o dinheiro e bens materiais.

            DESPERTE, não deixe seu aparelho mental ser influenciado no ensinamento que para ser feliz e ter sucesso é necessário ter dinheiro. Essa crença está instalada no coletivo social e não é real, é uma ilusão fazendo com que os problemas mentais sejam crescentes, como depressão, ansiedade, fobias, TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), dependência química, distimia, transtorno bipolar, Borderline, entre outros), gerando dor naqueles que não conseguem alcançar as ofertas hipnóticas, passando a se sentirem inadequados no mundo de sucesso ilusório.

            Busque o “SER”, seja uma pessoa equilibrada com que possui e que pode possuir, é justo se buscar o “TER”, desde que, o aumento dos bens materiais do TER, corrobore para o crescimento dos bens espirituais do SER. A vida é um aprendizado para o sucesso… aprender a ser feliz com que possui, ser feliz consigo e com que estão ao redor, indiferente de quanto estão envolvidos valor dos bens materiais e dinheiro. Desperte e reconstrua a nova essência com a felicidade do “SER”.

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FILANTROPIA CRISTÃ

A palavra filantropia vem de dois vocábulos gregos: Philia que é amor e anthopos que significa homem. Então, filantropia é o amor que demonstramos ao ser humano como nosso próximo, porque este também foi criado à imagem e a semelhança de Deus. A Bíblia possui vários relatos sobre filantropia, destaco um no Antigo Testamento na Lei Mosaica que se encontra em Levítico 23.22 que diz para aqueles que fizessem a colheita do trigo, não pegassem as espigas que caíssem no chão, as que caíam ficavam para os pobres e estrangeiros. No Novo Testamento o próprio Jesus Cristo pelos seus atos, Ele possuía um grande amor pelos necessitados e deixa relatado no Evangelho escrito por João: “O meu mandamento é este: que ameis uns aos outros, assim como vos amei.” (João 15.12)

Na atualidade o cristão tem que se conscientizar que ele promove a filantropia cristã quando se encontra alegre realizando a obra de Cristo seja onde for, na portaria de sua igreja, louvando a Deus, orando pelo próximo, ajudando na obra, falando da Palavra de Deus. Como disse Jesus: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que estás nos céus.” (Mateus 5.16); isso é filantropia cristã.

A filantropia cristã está alicerçada na Palavra de Cristo: Mateus 22.36 – 39, quando um fariseu Doutor da Lei pergunta a Jesus: “Mestre qual é o grande mandamento?” Jesus responde: “Amarás o teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento.”. “E o segundo, semelhante a este é: Amarás o teu próximo com a ti mesmo”. O detalhe é que Jesus Cristo verbalizava a Palavra do Antigo Testamento para responder, porque o primeiro grande mandamento está em Dt.6.5 e o segundo está em Lv.19.18. O motivo é que o desejo de Jesus sempre foi que o homem entendesse que o amor a Deus e ao próximo é fundamental para a sociedade.

Sendo assim, deve-se crescer no coração o desejo de realizar a filantropia cristã, que pode ser desenvolvida em várias áreas como:

  • Educacional à realizando ensino voluntário aos necessitados; recolhendo material escolar para distribuição.
  • Saúde à realizando ensinamentos higiênicos como: escovar os dentes, os cuidados na adolescência feminina.
  • Mental à realizando ensinamentos do não uso de drogas, cuidados nos relacionamentos, cuidados na terceira idade.
  • Social à realizando ensinamentos sobre respeito ao próximo, comportamento e dedicação na escola.
  • Espiritual à Evangelização, oração, aconselhamento.

A filantropia cristã pode e deve ser exercida em todo momento, porque Deus colocou o amor em nosso coração. Mt.6.33 – “Mas buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas”.

Lembre-se sempre: trabalhar em sintonia com seu pastor, porque o trabalho em equipe e na obediência sempre surte grande resultado.

PORQUE É IMPORTANTE O EQUILÍBRIO EMOCIONAL?

Seu sucesso depende do equilíbrio emocional, para conquistar seus objetivos depende do seu equilíbrio emocional, para alcançar suas metas depende do equilíbrio emocional, para encontrar a felicidade depende do equilíbrio emocional. E o que é este “equilíbrio emocional”? É o domínio total dos pensamentos, do seu corpo e das ações que irão determinar seu comportamento, a forma que enfrentará e entenderá os obstáculos na vida; e quais as emoções que deverão e serão liberadas, seja na área pessoal, profissional, familiar, social e relacional.

Quais são os pensamentos, ações e reações que você utiliza quando é necessário tomar decisões em momentos difíceis? É necessário utilizar uma visão que todas as coisas cooperam para o crescimento e favorecem para a conquista da felicidade, mesmo que seja uma situação adversa; porque se a reação for com sentimentos negativos, estes irão prejudicar sua saúde mental e física levando ao desequilíbrio. Sendo assim, é preciso utilizar as emoções positivas na preservação do equilíbrio emocional e de sua saúde mental.

Os pensamentos, ações e reações positivas, ajudam no equilíbrio emocional, levando a entender que todos passam por momentos difíceis, o diferencial para os que buscam o equilíbrio emocional é a forma que enxerga e suporta as situações adversas. Portanto, o equilíbrio emocional se torna fundamental para conseguir atravessar as tempestades que surgem na vida, porque o corpo depende da mente e a mente depende do corpo estão em ligação constante, uma ação ou reação negativa automaticamente levará a um desequilíbrio mental e corporal.

O reconhecimento das virtudes e defeitos em si mesmo é um exercício de autoconhecimento para o equilíbrio emocional; entender quando uma ação ou uma reação precisa ser melhorada é um exercício de autoconfiança para o equilíbrio emocional. Sendo assim, é necessário entender que para melhorar precisa realizar exercícios de autoconhecimento e autoconfiança para a saúde mental, porque todos precisam melhorar e entender que cometemos erros e deslizes. A labuta da autocrítica diária leva a aquisição da autoconfiança, estes exercícios ajudarão na construção de uma nova versão de si mesmo, com um equilíbrio emocional apurado para enfrentar os momentos adversos.

Lembre-se, que você é o responsável por sua vida emocional e a conquista da felicidade depende de você. E não se esqueça que externar sentimentos positivos levará ao crescimento de sua saúde mental e física, use a mente como uma ferramenta a seu favor para discernir as ações e reações que você aplicará nas situações diárias. Tenha um relacionamento saudável com você mesmo, sempre sorria e seja feliz.

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MEDO E/OU FOBIA?

“O termo fobia deriva do étimo grego phobos, pavor. Na verdade, na antiga Grécia, para afastar o medo nos combates, os gregos divinizaram a figura de Fobos e os guerreiros o honravam antes partir para a guerra. Conceitualmente, uma fobia alude ao pavor irracional que um sujeito demonstra perante um objeto, um ser vivo ou alguma situação, os quais, por si mesmos, não apresentam nenhum perigo real. Assim, acompanhando dezenas de tipos de medos, existe uma grande diversidade terminológica, com os nomes de agorafobia (do grego agora, espaço aberto, praça, medo de espaços abertos), claustrofobia (medo de espaços fechados, ou seja, de claustros), hidrofobia (medo da água), acrofobia (medo de alturas, ou seja, de acros, em grego extremidade, ponta), etc.” (ZIBERMANN, 2008, pg.151, 152)

Depois este termo se transformou em um prefixo latino para os diferentes tipos de medo. O medo é fundamental para a sobrevivência, é uma reação numa situação de perigo (real ou imaginário), a patologia do medo é denominada como “fobia” que Dalgalarrondo define como:

            “Medos determinados psicopatologicamente, desproporcionais e imcompatíveis com as possibilidades de perigo real oferecidas pelos desencadeantes, chamados de objetos ou situações fobígenas. Assim, o indivíduo tem um medo terrível e desproporcional de entrar em elevador, de gatos ou de contao com pessoas desconhecidas.” (DALGALARRONDO, 2008, p.171)

            Observa-se que há uma diferença entre medo e fobia. O medo é uma reposta emocional do real ou imaginário, enquanto a fobia é uma ansiedade muito forte que afeta a qualidade de vida da pessoa. Freud em Inibições, sintomas e ansiedade, traz uma explicação para fobia com o caso de uma criança chamada Hans. Ele explica que a criança tinha medo de cavalos, dizia que tinha medo de sair de casa porque o cavalo lhe iria morder. (Freud, 1926a/1996, p.104). Freud interpreta que este cavalo que a criança cita é o pai. Se Hans (a criança) estava apaixonado pela mãe, mostrava-se com medo do pai, não há como afirmar que a criança tinha uma neurose ou fobia. Sua reação emocional teria sido inteiramente compreensível. O que a transformou em uma neurose foi a substituição do pai por um cavalo. É esse deslocamento, que revela a caracterização denominada de sintoma, fazendo com que se constitua um mecanismo alternativo que permite o conflito devido à existência simultânea de amor e ódio a ser solucionado sem o auxílio da formação reativa (Freud, 1926a/1996, pg. 105).

Esse historial, publicado em 1909, apresenta três aspectos interessantes:1. O fato de se tratar do primeiro tratamento de fundamentação psicanalítica realizada com uma criança. 2. Freud funcionou como supervisor, tendo em vista que o menino foi tratado por seu próprio pai, orientado por Freud; 3. A partir de uma esmiuçada análise da fobia de Hans por cavalos, Freud conseguiu demonstrar sua postulação da existência de uma angústia de castração e de que ela estava em ligação direta com um conflitivo complexo de Édipo. Igualmente, Freud comprovou a existência de teorias existentes na mente das crianças com as quais elas tentam decifrar o mistério do nascimento. Também conseguiu evidenciar como na criança as fontes de excitação são múltiplas e variadas, o que o levou a afirmar que, normalmente, “a criança é um perverso-polimorfo”.” (ZIBERMANN, 2008, pg.191)

Assim, pode-se afirmar que o medo não é apenas uma necessidade para sobrevivência, também é uma peça na formação da personalidade. As relações com o mundo externo darão traços a sua psique, moldando o “eu”, fazendo parte os medos que apenas em níveis inaceitáveis pela sociedade se torna uma fobia.

O indivíduo fóbico ao se deparar com os sintomas de sua fobia suas reações corporais são alteradas, o hipotálamo reage, desencadeando diversos comportamentos somáticos, provocando reações alteradas como: aceleração dos movimentos do coração ou diminuição; alteração dos movimentos respiratórios aceleração ou diminuição; contração ou dilatação dos vasos sanguíneos; sudorese excessiva; constipação ou diarreia, aumento ou diminuição da frequência das micções. Diante do perigo resultará em uma tempestade de movimentos desatinados, característicos do pânico. (DELUMEAU, 1989, p.23)

A CID-10 (Classificação Internacional de Doenças) as fobias estão na classe de transtornos neuróticos, estresse e somatoformes, grupo F40 – F48. Podem-se citar alguns como:

Agorafobia (F40.0) – Medo de sair de casa, de entrar em lojas, multidões e lugares públicos ou de viajar sozinho em ônibus, trens e aviões.

Fobias sociais (F40.1) – medo de expor-se a outras pessoas em grupos, levando a evitação de situações sociais.

Fobias especificas (F40.2) – medo de aproximar-se de determinados animais ou situações como por exemplo: medo de altura, baratas, trovão, escuridão, visão de sangue, exposição às doenças especificas.

Transtorno de pânico (F41.0) – ataques recorrentes de ansiedade grave (pânico), os quais não estão restritos a qualquer situação ou conjunto de circunstâncias em particular e que são, portanto, imprevisíveis.

O medo é um sentimento comum a todo indivíduo, é uma forma de sofrimento e angústia. Apresenta-se com significações singulares, algumas fobias são consideradas simples como medo de elevador, medo de fantasma, medo de barata; e outras mais específicas como agorafobia, fobia social, crises de pânico, entre outras.

            O indivíduo fóbico tem a necessidade de iniciar um processo de terapia e análise para se curar do medo para retornar a sua saúde física e mental, porque a fobia compromete a capacidade de autonomia do indivíduo que se encontra neste estado.

            O medo e a fobia na teoria de Freud acontecem na fase fálica, que compreende entre a idade de três a cinco ano, período de desenvolvimento do Complexo de Édipo neste período são a introjeção de valores, respeito e moral.

Nele, tanto para meninos quanto para meninas, o objeto de prazer é a mãe, que passa a ter seu amor disputado entre o filho (a) e o pai. O pai representa a figura real, capaz de castrar para demonstrar seu poder, e o filho temendo esta castração, cede espaço ao sentimento de admiração pela mãe, deixando de lado o amor e o desejo.

REFERÊNCIAS:

CLASSIFICAÇÃO DE TRANSTORNOS MENTAIS E DE COMPORTAMENTO DA CID-10: Descrições Clínicas e Diretrizes Diagnósticas – Coord. Organiz. Mund. da Saúde; trad. Dorgival Caetano. Porto Alegre: Artmed, 1993.

DELUMEAU, Jean. História do medo no Ocidente: 1300-1800. 3ª edição. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

FREUD, Sigmund. Inibições, sintomas e ansiedade (1926a). In: SALOMÃO, Jayme. (Org.). Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1996. v. 20, p. 81-167. Edição Standard Brasileira.

ZIMERMAN, David. Vocabulário contemporâneo de psicanálise [recurso eletrônico] / David Zimerman. – Dados eletrônicos. – Porto Alegre : Artmed, 2008.

DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre, RS: Artmed, 2008.

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